Por Rodrigo Rosa:
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O braço pesa. A alma pesa.
O ideal, antes claro, embaça.
É o tempo da dor.
Está-se diante de um grande
dilema.
Pode a verdade sê-la de outro
modo?
Novas cores caducam um velho
tema?
Envelhece, ou envelhecem os
olhos?
Aqui é tão diferente agora.
Desconfio do presente. O
passado
anda comigo, e não me deixa
jamais.
O dito, o feito, passageiro
tão eterno,
anda comigo, e não me deixa
jamais.
O medo, este intruso, desfaz a
coragem.
Tanto medo. Medo de quê?
Moinhos de vento são tão
reais.
Eu que sou sempre eu. Um eu
tão diferente de cada vez.
Daninha a vontade nessa
canteiro da liberdade!
O ser humano
é livre em sua vontade fraca.
Glória ao deus escravo!
Sartre, sou livre!
Justamente agora que quero ser
escravo de um grande ideal!
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QUEM SOU EU?
Acredito que ser humano é nunca encontrar essa resposta em toda sua profundidade ou mesmo compreender totalmente essa pergunta.
Não sou o que eu faço. Minha profissão é engenheiro da computação, mas não é o que sou.
Não é o que gosto de fazer. Adoro poesia, mas meus versos não me definem.
Não sou aquilo em que ponho minha fé. Ser católico não é o que sou.
Não sou minhas qualidades ou defeitos, não sou aquilo que tenho ou que deixo de ter, não sou meus sonhos ou meus desejos…
Quem serei eu então?
Serei talvez aquele sujeito que faz essa pergunta?
Mas as condições nas quais formulo são tais que me escapam, então como poderiam essas me determinar?
O simples olhar auto-reflexivo não alcança jamais seu objeto, vemos fantasmas distorcidos num espelho fragmentado..
O ser humano é para si a possibilidade e a incógnita. Um conjunto de impressões difusas que jamais se integram…
Vivemos na busca…
Talvez seja essa busca que nos defina, ou quem sabe a intuição de que ela tenha um fim.
Talvez, apenas talvez, tragamos em algum lugar essa resposta, um lugar escondido, um lugar que ainda não somos capazes de acessar.
Talvez seja o movimento de viver que torna estranhos a nós mesmos…
Talvez os ponteiros do relógio da vida girem tão rápido, e cada vez mais rápido, que não somos capazes de dizer para onde eles apontam…
Quem sabe quando bater a última e eterna badalada poderemos enfim ter a resposta…
Acredito que ser humano é nunca encontrar essa resposta em toda sua profundidade ou mesmo compreender totalmente essa pergunta.
Não sou o que eu faço. Minha profissão é engenheiro da computação, mas não é o que sou.
Não é o que gosto de fazer. Adoro poesia, mas meus versos não me definem.
Não sou aquilo em que ponho minha fé. Ser católico não é o que sou.
Não sou minhas qualidades ou defeitos, não sou aquilo que tenho ou que deixo de ter, não sou meus sonhos ou meus desejos…
Quem serei eu então?
Serei talvez aquele sujeito que faz essa pergunta?
Mas as condições nas quais formulo são tais que me escapam, então como poderiam essas me determinar?
O simples olhar auto-reflexivo não alcança jamais seu objeto, vemos fantasmas distorcidos num espelho fragmentado..
O ser humano é para si a possibilidade e a incógnita. Um conjunto de impressões difusas que jamais se integram…
Vivemos na busca…
Talvez seja essa busca que nos defina, ou quem sabe a intuição de que ela tenha um fim.
Talvez, apenas talvez, tragamos em algum lugar essa resposta, um lugar escondido, um lugar que ainda não somos capazes de acessar.
Talvez seja o movimento de viver que torna estranhos a nós mesmos…
Talvez os ponteiros do relógio da vida girem tão rápido, e cada vez mais rápido, que não somos capazes de dizer para onde eles apontam…
Quem sabe quando bater a última e eterna badalada poderemos enfim ter a resposta…
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